Motivo da inclusão do tema é impulsionado pelo medo dos danos e dos efeitos
negativos que o aquecimento pode causar às regiões litorâneas
O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista
(CONDESB) vai abrir uma pauta permanente de discussões sobre a elevação do nível
do mar. A inclusão do novo foco de debates se dá em virtude da preocupação com o
aquecimento global e os seus efeitos sobre as cidades na linha do oceano,
situação de todos os municípios da região da Baixada Santista.
“Até o momento temos discutido o meio ambiente de forma genérica, mas
considerando que estamos falando de cidades portuárias, ao nível do mar,
trata-se de uma discussão necessária, um desafio importante”, destacou o
presidente do CONDESB e prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa.
Ele anunciou a novidade ontem (30) de manhã, durante reunião festiva de 11
anos de criação da Região Metropolitana da Baixada Santista, que teve a presença
do secretário estadual de Economia e Planejamento, Francisco Vidal Luna, o
presidente da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Rubens Lara,
prefeitos de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Cubatão e representantes de São
Vicente e Peruíbe e dois deputados estaduais.
Durante o encontro houve um consenso quanto aos avanços da região nesse
período, em termos de detecção e avaliação dos problemas comuns, como segurança,
saúde e transporte.
O secretário Luna considera um exemplo a integração dos municípios da Baixada
Santista: “Aqui há um espírito público muito grande, uma integração permanente e
coerente para agir de maneira integrada”, afirmou ele. Luna também apontou
medidas para facilitar e agilizar o acesso ao Porto de Santos, como a
necessidade de implantação do Ferroanel Sul (sistema ferroviário em torno da
cidade de São Paulo), com ganho de custo e tempo pela possibilidade de
construção junto às obras do Rodoanel Viário.
A cerimônia foi encerrada com uma homenagem ao advogado Francisco Prado, que
teve sua foto incluída na galeria de ex-presidentes da Agem.